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Jesus no Centro

“O mundo está à espera de uma voz legítima, a voz de Deus; não um eco do que outros estão fazendo e dizendo, mas uma voz autêntica” A. W. Tozer.

Há um tempo Deus tem me tocado com relação a Sua igreja (noiva) e Ele. De fato, são muitas as igrejas (instituições) espalhadas na sociedade. Se pararmos para observar existem igrejas espalhadas em cada esquina, principalmente em bairros afastados e mais carentes, não é verdade? E por quê? Cada vez mais o homem anseia por ouvir palavras de consolo para suas tribulações; palavras de refrigério para seus sofrimentos; palavras de esperança para seu futuro. Não nada de errado com isso. Não mesmo. Mas até que ponto estamos sendo aquela IGREJA que Cristo espera? Até que ponto temos pregado a verdade pura e simples? Quando viajei para o Nordeste tive a chance de ouvir uma ministração em um culto onde se falava muito: “Erga suas mãos e receba!”. “Creia que o Senhor te abençoará. Creia!”. “As promessas do Senhor na sua vida vão se cumprir!”. “Receba a benção do Senhor! Levante suas mãos, receba!”. Não há mentiras nestas afirmações. A questão é: quem é o foco nisso tudo?

Segundo Charles R. Swindoll (autor do livro “A Igreja Desviada”): “A corrosão espiritual ocorre em etapas, de maneira lenta e destrutiva e pode suceder a um indivíduo e, certamente pode ocorrer em uma igreja”. O dicionário define erosão em termos simples: ‘um ato agente que erode, que corrói pouco a pouco’. Ao longo dos anos descobri três verdades acerca da erosão e todas paralelas à descrição do dicionário: ela não ocorre rapidamente, sempre de modo vagaroso, não atrai atenção para si mesma, sempre age em silêncio, e não é um processo óbvio, é sempre sutil”. Precisamos, como igreja, recordar e reafirmar nossos objetivos originais e em seguida perguntar: aqueles objetivos ainda são nossos? Estamos no rumo certo? Este processo de reavaliação exige um forte compromisso de suprir o que a Bíblia ordena e não o que as pessoas querem ou o que as outras igrejas estão realizando. Nossas classes de escola dominical, nossas reuniões de comunhão e pequenos grupos de estudos precisam focalizar o ensinamento bíblico e lições espirituais. Nossos cânticos e hinos precisam ter conteúdo espiritual e focado em Cristo. Nossos ministérios de aconselhamento precisam ser exercidos por meio da revelação do Espírito Santo nas escrituras. Nossos relacionamentos precisam pautar-se pela prioridade espiritual. A igreja deve se tornar o lugar onde o pensamento espiritual esteja acima de tudo o mais. E por quê? Porque Jesus Cristo é o cabeça da igreja. A razão de nossa existência como comunidade cristã pode de alguma forma se perder em meio à correria moderna e às prioridades confusas. Não pertencemos a nós mesmos. Lembre-se: prestamos contas a Deus, não a homens. É fundamental não nos distrairmos com tudo aquilo que podemos fazer e permanecermos focalizados naquilo que devermos fazer como igreja.”

Por isso Deus tem me incentivado: Não pertencemos mais a nós mesmos. Fomos comprados por alto preço. E para quê? Para ELE! Jesus é o centro de tudo. Jesus é a razão de todas as coisas. Ele é a razão da Igreja existir. Somos dEle e para Ele. Que possamos voltar nossos olhares para aquele que é autor e consumador da nossa fé. Este é: Jesus e sua cruz. Aleluia!

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecedo, mas para nós que estamos sendo salvos, é o poder de Deus (…) nós, porém, pregamos Cristo crucificado, o qual é escândalo para os judeus e loucura para os gentios (…) Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem”. I Coríntios 1:18;23;25.

Música para devocional

Por: Katherine Chang Costiuc, dirigente de louvor e tecladista da IPV SP.

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