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Celebrando a Páscoa

A palavra Páscoa vem do hebraico pesah, que significa passagem. Este é o nome dado para a primeira (e mais antiga festa) do calendário judaico, celebrada todo ano “no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde” (Lv 23:5).

Era a ocasião em que Israel comemorava a libertação da nação do Egito com o sacrifício de um cordeiro sem mancha. Por tanto, cada família israelita, escolhia um cordeiro sem mancha e o separava do resto do rebanho até a Páscoa, quando o cordeiro seria morto (Ex 12:3-6). A páscoa era seguida pela festa dos Pães Asmos (Lv 23:6).

Durante a última semana antes da sua crucificação, o próprio Jesus fez isso juntamente com os seus discípulos. Desse momento em diante, aquela última Páscoa se tornou a instituição da ordenação da Nova Aliança conhecida como a Ceia do Senhor:

“Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras” (Mt 26:26-30).

A Páscoa, como vimos, tinha sido observada em Israel desde a véspera da partida deles do Egito sob Moisés – quase 1500 anos antes de Cristo – sendo o ritual mais antigo da antiga aliança. Além disso, ela precedeu a entrega da lei, o sacerdócio, o tabernáculo e o restante do sistema sacrificial mosaico. Mas, na noite em que Jesus celebrou a ceia, tudo o que pertencia a Antiga Aliança, juntamente com todos os elementos cerimoniais que pertenciam a ela, chegaram ao fim com a introdução de uma Nova Aliança gloriosa que nunca se extinguiria!

Com isso, a páscoa no Novo Testamento é celebrada por nós cristãos, tendo em vista o perfeito, completo e suficiente sacrifício do cordeiro de Deus, imolado antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8). O sacrifício de Jesus – e, como consequência, sua morte na cruz – antecede a Ressurreição dentre os mortos. Isto é: a passagem da morte para a vida. É a vitória de Deus sobre tudo o que fere e mata a vida!

À partir da Ressurreição de Jesus temos o convite de Deus para participar da vida eterna. Não podemos ignorar esses fatos irmãos: Estávamos mortos e Jesus nos deu vida, a vida eterna, plena e abundante! Este é o motivo para continuar celebrando a páscoa! Que nossos lábios se encham de louvor e possamos cantar em alta voz:

“Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor! (…) Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre! Amém” Apocalipse 5:12-13.

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